Oração para o nosso amor!

Que o nosso amor se mantenha nesse mundo “cão” e não se perca em meio a tanta novidade e tecnologia.

Não peço que ele acompanhe o ritmo do mundo, apenas que siga o nosso passo.

Que ele aumente a cada discussão.

Que se intensifique até onde o corpo puder suportar e que nos motive em busca da realização dos nossos sonhos em comum.

Que não se permita ser egoísta e que tente ser controlado ao juntar-se ao ciúmes.

Que ele tenha base o suficiente pra ser sustentado: Confiança, escuta, diálogo e muita risada.

Que ele seja doce o suficiente para ser leve.

Que jamais se depare com o significado de efêmero, apenas no caso de se renovar a cada dia.

Que seja paciente sempre paciente. Desde o mal humor pela manhã até nossas piores brigas. E que deixe de lado o rancor entendendo a graça e a força do perdão.

Que jamais seja orgulhoso e sim repleto de fé. Que viva um dia após o outro.

Que seja abstrato aos outros desde que claro à nós em sua complexidade. Ou que transborde e seja visto se não houver espaço para que ele se encaixe apenas em dois corpos.

Que seja sincero. Moldável. Corajoso. Atrevido. Aventureiro.

Que seja ele sensual, poderoso.

Inatingível.

Que saiba ser amor com sexo e permita sexo sem pensar sempre no amor.

Que seja instigante e possa brincar com o teatro.

Que seja único o suficiente para ser eterno.

-gm

Advertisements

Pelo direito de ter medo.

Hoje eu a vi. Era pequena. Poderia ser enorme, o que provavelmente só aumentaria o meu sentimento de loucura.

A cor que regia sua magnífica – para alguns – estrutura, era nada mais nada menos que o marrom. Talvez fosse pouco mais clara, mas minha insanidade momentânea não permitiu que eu a apreciasse.

Poderia ter duas, três, quatro, quinze pernas e ainda assim não me agradaria – há certos sentimentos que não sabemos de onde nascem, mas de qualquer forma aparecem e nem sempre sabemos lidar com eles.

Digo o mesmo sobre os olhos. Poderia haver muitos ou apenas um e ainda assim me seria desagradável.

Poderia ela ser nociva, mas não há um ser humano capaz de me convencer e fazer-me temer menos tal criatura. 

Qualquer um, inclusive, poderia dizer (como costuma acontecer): “Olhe só pra você e olhe só pra ela. Ela é indefesa”. Eis que o digo em retorno: “Não há jeito/maneira de me fazer não ter medo. Por maior que eu possa ser.”

Posso eu ter o dobro de seu comprimento e o triplo de sua largura e ainda me sinto como se fosse infinitamente menor e mais fraca.

Meu sangue pulsa, meu coração, em instantes, acelera, quase como alguém prestes a entrar em completo ataque. Meu corpo treme. Meus olhos, vez ou outra, se enchem de lágrimas. E em dias como hoje já cheguei a perder o meu apetite.

Estava eu lá, quase encostada na parede da cozinha e quando olho para o lado ela está se movimentando, bem ao meu lado, quase grudada a minha pessoa.

Em segundos me vi saltando da cadeira e correndo para algum canto que eu nem sabia qual era.

Em minutos me vi escrevendo esse texto.

Sim, eu tenho PAVOR de aranhas.

E não importa o quão alto, velho e evoluído você seja: todo mundo tem medo de alguma coisa.

-gm

Só queria…

As vezes eu queria te escrever um texto.

Uma poesia.
Um conto.
Uma matéria de jornal.
Um soneto.

Um bilhete pra guardar no bolso.

Na bolsa.
Na carteira.
Na mala.
No armário.
Na caixinha de óculos.

Não sei.

As vezes eu queria te escrever algo grande, forte, intenso.
As vezes eu queria te escrever algo singelo e doce.

Só queria escrever.

Ressaltar detalhes.
Contar segredos.
Despir minha alma.
Desfazer grosserias.
Refazer carinhos.
Sublinhar verdades.
Descartar mentiras.
Relembrar conversas.
Reforçar promessas.
Ressurgir vontades.
Introduzir pensamentos.
Provar sentimentos.
Pedir conselhos.
Dizer qualidades.
Implorar desculpas.

Te convidar pra me acompanhar em passos incertos, mas cheios de sinceridade.

De desejos.
De imaginações.
De sonhos.
De alegrias.
De conquistas.
De histórias.
De lembranças.
De graça.
De companheirismo.
De vida.
De nós dois.

Você com sua bondade aflorada.
Seu jeito individual, tão seu.
Discurso motivador.
Felicidade contaminante.
Que se pode ver o brilho pairar sobre o ambiente.
De um coração cheio de amor.

E eu com minha loucura consciente e vontade de te ter.

Conhecer.
Aceitar.
Escutar.
Aproveitar.
Beijar.
Abraçar.
Amar.

Duas sutis peças de quebra-cabeça formando um todo.

-gm

Desacelere.

E vira e mexe a gente para pra pensar na vida.
No que se foi, no que será, no que está sendo.
Nossa cabeça vira um turbilhão de pensamentos, aflições, sonhos e comparações.
Aí a gente procura amigo, médico, psicólogo, psiquiatra, álcool, música, dentre outras mil vertentes pra tentar esquecer ou compartilhar as reflexões inacabáveis.

Nós nos perguntamos o tempo inteiro:
“Será que eu deveria fazer?”
“Será que eu devia ter feito?”

E pra acalmar soltamos uma resposta pronta como:
“É melhor se arrepender do que fez e não do que deixou de fazer” ou
“É melhor se arrepender do que não fez e não do que fez”.

Resultando em algo mais do que óbvio:
Nos iludimos e não respondemos nada.

Nós pensamos.
Pensamos.
Pensamos mais um pouco.
E geralmente achamos que somos os únicos a pensar em tudo.
Como se a insegurança fizesse parte de um único ser.
Como se histórias de vida não se reproduzissem.

Estamos todos voltados por pensamentos como:
. O trabalho;
. Os mil relacionamentos em que a gente passa;
. Ganhar dinheiro com algo que gostamos;
. Agradar o pai que não aceita a profissão “sem futuro”;
. A falta de grana pra pagar as contas;
. O que o ‘fulano’ vai pensar se a gente disser/fizer/vestir algo;
. Conquistar nossa liberdade;
. Quantas camisetas/calças/calcinhas serão necessárias pra viagem do carnaval;
. Quero calor quando está frio e quero o frio quando está calor;
. O medo que a gente tem de enfrentar um dentista ou uma cirurgia;
. Conseguir abordar àquela pessoa escolhida;
. O quanto estamos gordos ou magros demais e o nosso corpo nunca está de acordo;
. Falar mil linguas, morar no exterior e ter um currículo extremamente impecável;
. A vontade de dormir quando levantamos cedo;
. Quando iremos casar, ter filhos;
. Quando acharemos alguém sem pretensão de casar e ter filhos;
. Resolver o cálculo impossível da prova de matemática;
. Conseguir falar ou escrever sem errar o português;
. A roupa que eu vou vestir no casamento da minha irmã;
. Será que meu namorado(a) me trai?
. Preciso fazer algo pra mudar o visual;
. Preciso afogar as mágoas num pote de sorvete;
. Preciso ser gostoso(a), vou entrar na academia!

E assim por diante.

Todos os dias nos enchendo de perguntas e cobranças.
Queremos tudo pra ontem.

IMEDIATAMENTE!

Somos ansiosos e dizemos: “Nossa, como esse ano passou rápido!”
A questão é que o ano tem 365 dias e o mesmo número de horas.

Então pense:
Será que o ano passou rápido ou você é quem está se atropelando?

Vivemos a segunda-feira pensando em como gostaríamos que fosse sexta.
Comemos o almoço pensando na sobremesa.
Começamos a transar pensando na hora do gozo.
Abrimos um livro querendo saber o final.
Postamos uma foto no facebook querendo saber quem vai ‘curtir’.
Começamos a faculdade pensando no diploma.

E é por isso que temos a necessidade de nos desacelerar.
Só um pouco, por favor.

Para termos a chance de nos ouvir mais e aos outros.
Para apreciarmos mais o verde que não foi destruído por mil prédios novos.
Para aproveitarmos um pouco o olhar e o flerte antes do primeiro beijo.
Para apreciarmos uma música sem pensar na próxima playlist.
Para amarmos intensa e verdadeiramente sem imaginarmos o fim.
Para surpreendermos alguém sem querermos algo de volta.
Para termos a magnífica chance de viver novas experiências naquele minuto que não foi atropelado pela nossa loucura e insanidade diária.

-gm 

Pessoas insubstituíveis.

Ele é um daqueles caras que fazem história quando entram na sua vida.
O olhar dele diz mais que 100 palavras por minuto.
Te escuta sem negar um pingo de atenção.
De manhã bem cedo quando você acorda, te leva uma bandeja composta por no mínimo 2 tipos de pães – um com requeijão e o outro com manteiga -, um pedaço de bolo, um copo de suco e outro de leite com chocolate, só pra não dizer que deixou algo faltar.
É cheio de fazer gracinhas nos seus dias de tpm, mas ao mesmo tempo que você detesta essas brincadeiras, é fato que não suportaria ficar um dia sem ele por perto.
Ele põe a mão no seu rosto, dá um sorriso sincero e você jura a si mesma que seria capaz de dar a ele o Oscar de melhor protagonista – pelo filme que, em segundos, passou por completo na sua cabeça.
Ele te irrita, é teimoso, se atrasa pra todos os compromissos e ainda assim consegue se redimir por simplesmente ser a pessoa mais sincera e gentil do mundo.
Te abraça, te beija, te consola e te enxerga como nenhum outro homem foi capaz de fazer.

E nada é mais precioso do que ter alguém tão humano do lado.
Tão errado, tão vivo, tão disposto e tão verdadeiro.

-gm

Dia após o outro.

Para ela era magia.
Magia essa que contaminava o peito dos casais.
Basearam seus momentos em promessas.

O sorriso dela era dele.
Pelo menos era o que ele dizia.

Trocavam palavras através do olhar.
O uso de som muitas vezes era desnecessário.
Exceto o som da respiração que se fazia bem-vindo em momentos carnais.

Se queriam.

O amor que eles sentiam tomava conta de tudo.
Desde as pontas dos pés aos fios de cabelo.

A princípio era tudo intenso.
Pele com pele.
Histórias compartilhadas.
Sonhos que se sonhavam juntos em busca de um futuro indefinido.

O relógio já não funcionava.
O tempo era leve, demorado.

Eis que o relógio voltou a bater.

O tempo se normalizou e o que era leve se tornou denso, rápido.
Sonhos se tornaram desejos.
Desejos não são necessidade.
Histórias viraram rotina.
E a rotina transformou-se em cansaço, desculpa.
Intensidade virou sinônimo de superficialidade.

O amor no fundo era paixão.
Paixão que se apagou em meio as discussões.

Não se queriam mais.

A escuta terminou.
Palavras rolavam soltas sem nexo.
Perdigotos perdidos em meio a falta de paciência.
Se viam, porém não se enxergavam.
O sorriso transformou-se em lágrima.
Suas promessas se tornaram dívidas que jamais seriam pagas.

E o que era mágico se tornou trágico.
Sem nenhum resquício de explicação.
Talvez destino.

-gm

Luz para tomar Chá Mate.

Luz ia
se apagar.
Estava
apagada.
Talvez.
Precisava
de
um
empurrão
no interruptor,
apenas.
Eis
que
de repente
alguém
a acendeu.
Ele
precisava
dela
para
enxergar.
Dar brilho,
dar cor,
dar vista
ao copo
cheio,
transbordando,
em cima
da pia.
Ela
era
diferente.
Era
única.
Ele
Mate.
Mate
do copo
cheio.
Mate
era
o que
tomava.
Tomava
depois
de
ligar
a
Luz.
Ele
a acendia.
Dele
ela
precisava.
Sem
ele
não
se
acenderia.
Quanta Luz.
Quanto Mate. Quanta sintonia.
Quanta novidade.
Quanto
se queriam.
Se
precisavam.
Troca
justa.
Luz
para enxergar
o
Mate.
Mate
para
se
ver
através
da luz.
E
ser
tomado.
Quanto Mate.
Quanto amor.
Quanta Luz.

-gm

-> Dedicado à Luiza de Freitas e Matheus Batista.

Amores recicláveis

Quantos amores de papel eu tive.

Todos atingidos pela água.

Água da chuva de primavera, do suor do corpo cansado, do pinguinho da torneira que sobrou depois de fechar o registro.

Amores de papéis de carta, revista e jornais, folhas de rascunho, cadernos escolares.

Uns mais facilmente destrutíveis, outros com resistência moderada, mas nenhum tão forte a ponto de não se molhar.

Todos molhados.

Talvez seja preciso mudar do papel, pra algo mais resistente.

Quem sabe papelão?
Não, papelão ainda é frágil. Plástico, talvez?
Metal?
Bem, metal é tentador.
Mas não sei, prefiro não saber.

Só sei que de papel eu não quero mais.

Talvez eu ainda caia em algumas tentações.
Folhas brancas ou bem escritas chegam a ser tentadoras mesmo. Só não encontrei nenhuma que não se cortasse, desmanchasse, sujasse ou molhasse até agora, infelizmente.

Vou esperar.
E observar.

Pode ser que eu venha a ser surpreendida por algum tipo de amor que não seja caracterizado por nenhum desses objetos inanimados.

E sim por coisas mais vivas, que não tragam necessidade de serem explicadas ou entendidas.

Sem papéis, papelões, plásticos, metais.

Sem essa mistura toda reciclável.

Quero um amor que se renove todo dia, mas sem ter que reciclar. Por mais incompreensível, anti social ou diferente que seja.

Um amor que funcione, apenas. Verdadeiro e feliz.

-gm

Você

Seus olhos guiaram-me à luz,
seu coração ganhou o meu por batimentos,
suas mãos deram-me força e guia,
será que te ganhei por merecimento?

Seu corpo enlouquece a minha mente,
o mundo se cala quando algo me diz,
seu cheiro me põe em tormento
e não há dúvidas de que você é o que eu sempre quis.

Distanciar-me de ti me congela de frio,
ter seu corpo ao meu me garante arrepio,
sua pele macia me faz delirar,
o que seria de mim se eu não pudesse te amar?

-gm

Sim, esse texto é sobre sexo.

Hoje fui abordada com a seguinte frase: “Você só fala sobre sexo”. Bem, talvez sim, talvez não. Depende muito do ponto de vista. Porém, de qualquer maneira, não é qualquer dia que alguém te aborda assim. E como qualquer ser humano, errante, como sou, me perguntei o dia inteiro, sem pausas: Será verdadeira tal afirmação? Será que me tornei um ser extremamente inconveniente? E por que será que tal assunto me intriga tanto?
Depois de horas e mais horas refletindo, tive a oportunidade de chegar à algumas conclusões.

A primeira delas é que falar sobre sexo é realmente divertido.
Qual assunto de bar, depois de algumas cervejas, com grandes amigos, que não termina em algo parecido ou contorna coisas do tipo?! Desde comentários superficiais a comentários aprofundados, se não todos, grande parte deles terminam. Alguns deles acabam se tornando pessoais demais, invasivos para algumas pessoas. Falar de sexo não é “inconveniente”. Mas pode passar a ser, a partir do momento que você ultrapassa o limite do outro, quando fala aquilo que quer . Porém, sou obrigada a afirmar que o que é “inconveniente” pra um, pode não ser para outra pessoa. Não sendo eu, entretanto, mãe Dinah e sendo apenas um mero mortal, não acertarei em todas as vezes que tentar ser conveniente.

Outra conclusão que tive é a de que em pleno século XXI ainda somos obrigados a conviver com pensamentos conservadores. E sexo, não é nada mais, nada menos, que tabu. Sim, meus caros colegas. Sexo ainda é tabu. Há milhares de pessoas no mundo, diferentes, obviamente. Com características mutáveis, mas que prevalecem. Pessoas mais reservadas, pessoas mais extrovertidas, pessoas que falam mais, pessoas que escutam mais, pessoas determinadas, pessoas preguiçosas, workaholics, entre milhares de outras. Pessoas tão diferentes, mas que, sem discussão, tem algo completamente em comum. Nasceram do ato mais precioso, que ainda é visto com preconceito, sexo. Pois é, nasceram da mera junção entre um espermatozoide fujão e um óvulo receptivo que, ao encontrarem-se, fizeram essa criatura denominada Homo sapiens, que, caso não saibam, trata-se de vocês. Ou seja, ainda hoje, continuamos programadamente, ou não, criando mais seres exatamente desse jeito: sem tirar, nem pôr… digo… ok, vocês entenderam.

Por último e não menos importante, sou obrigada a dizer que o ato de copular não se faz apenas para criar filhos, se faz por prazer e também por amor. Caso contrário, não existiriam métodos e mais métodos para se evitar uma criança. Transar, fazer amor, copular, fuder, fazer “nhéco-nhéco” (como cansamos de ouvir no vídeo do “Porta dos Fundos”), bem… a denominação não importa. Sabe-se apenas que esse ato não é apenas um ato. É uma troca de fluídos, de carinho, de putaria, de pulsação. É uma mistura de olhares, toques, corpo, amassos, respirações. É uma entrega. É o ato que traz a verdade mais profunda das pessoas. Sem medo, sem pudores, sem tabus. Na hora H não há quem não mostre a parte mais bela e ao mesmo tempo mais obscura de si. E se trata de um presente. Um presente que nos traz à tona quem somos de verdade. Fala sobre quem somos, a base de silêncio e palavras gritadas, expressas sem controle. E é capaz de nos proporcionar, numa junção só, parte das melhores coisas da vida. Momentos inacreditáveis, experiências memoráveis, amor, prazer e felicidade. E talvez agora eu possa responder ou explicar melhor a afirmação que me foi feita. Se falo sobre sexo, é porque gosto, o admiro e o respeito. E não consigo enxergar de que jeito ou maneira, como algo tão puro e com tantos benefícios, num mundo com tanta informação, ainda continua sendo censurado.

-gm