Ô, menina.

Ela encantava.
Costumava encantar-se.
Ela era amada, ou achava.
E hoje já não é nada, porque não sabe o que é.
Costumava ser amor.
Era só isso que sonhava.
Sonhou tanto que seus sonhos se tornaram histórias e já não sabia mais o que era sonho e o que era realidade.
Se iludiu com as próprias verdades.
Se enganou com as próprias vontades e hoje já não sabe mais o que quer.
Ainda sonha como sempre, mas não basta.
Costumava ser forte.
Ou achava.
E hoje já não é mais nada além de medo.
Ela era doce, correta, careta, carente.
Hoje ela é apenas a busca de entender a sua mente.
Suave mente.
Era chocolate quente, hoje é café.
Era escola, agora é trabalho.
Era comédia romântica, agora é suspense.
Era ansiedade, agora é gastrite nervosa.
Tá na fase de mudança, essa menina.
Já deixou de ser criança e agora rala pra entender a “dor e a delícia” que é crescer e optar pelo próprio rumo.
Ainda aposta no colo de mãe.
Mas tem completa noção de que os livros didáticos só tem respostas para as provas de vestibular.
Que o vento leve, vai…
Mas proteja do frio.

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