Belo na complexidade de sua essência

Desamor dói. Enfraquece. Esvazia.
Eis que prefiro amar, mas o amor assusta.
Sufoca. As vezes machuca. E torna-se maravilhoso ao mesmo tempo.

Como lidar com razão e emoção ao se amar demais?

Razão diz, claramente: Solte-o! Deixe que viva, deixe que faça o que lhe for necessário.
Emoção rebate: Abrace. Aperte. Segure-o! Beije, morda, aproxime-se, aperte. Segure-o!

Te quero como algo que se quer a vida toda.
Como algo que se quisera todos os dias.
Junção de sentimentos já conhecidos a cada amor que a vida deixou passar, mas de forma dobrada, triplicada!
Novo, inusitado, forte, real, que se pode quantificar citando chuva de verão.

Amor que é amor na verdade não é só amor.
Não seria ele se não houvesse muito do que se tem por detrás dele.

É criado através de sentimentos mil:
Ricas qualidades que se encontram entre aqueles que se envolvem,
diferenças que de certa forma se suportam, ouvidos bem abertos, olhos fechados por se confiar cegamente mesmo que na incerteza.

Temos medo. A verdade é que tenho medo.
Insegurança, pois amar alguém é quase como se tornar um ser maior.
Juntamos dois inteiros que na convivência quase viram um. E na perda, perde-se metade de si.

Cansaço rodeia o coração de muitos. Como rodeia o meu.
Meu coração é jovem, mas de amor já viveu muito.
Cansou de juntar os pedaços que se perdiam a cada paixão levada pelo tempo.
Reconstruiu-se. Mas um vaso colado depois de caído ao chão, jamais será o vaso novo de tempos atrás. É vivido.
É feliz quando se renova, de qualquer forma.
Se faz feliz. E agora está feliz, não posso negar!

É por isso, talvez, que se tem medo. Vontade nenhuma tem meu coração de juntar mais alguns pedaços.

Hoje ele bate como nunca!
De um jeito que jamais havia batido.
Porque além de amar, hoje ele é amado.
E não pode, não permite, de maneira alguma, deixar de amar.
Que amor bom esse!
Quanta vida passou a ter!
Hoje é mais forte que coração que ama primeiro amor.
Indiretamente, apenas, se aflige.
E as vezes chora, mas depois de refeito se esforça para jamais relembrar a dor da desilusão.
Prefere muitas batidas!
Que se destrua, mas de tanto amor. Aguentando a angústia de ser tão volúvel.

Amar é compartilhar sonhos.
É abraçar, beijar com vontade.
É por do sol visto da serra na volta pra casa.
É sorriso. É leveza. Mas também é angústia. Loucura.
Uma pitada de ciúme com gostinho de posse.
É pensar no futuro querendo que ele chegue logo, mas temendo ser apenas uma ilusão.

Amar é se entregar.

É ter coragem de seguir em frente e tentar viver um dia após o outro suportando os pensamentos que rodeiam o passado e aguardam pelo futuro incerto.
Amar parece simples, mas se faz mais complexo do que fórmulas de matemática… pelo menos pra mim, que sou da área de humanas!

A questão é que não há coisa melhor na vida.
Pelo menos não inventaram nada que seja mais gostoso e bonito que o amor em sua complexidade.

Chocolate é delicioso.
Risadas de doer o estômago são deliciosas.
Presentes de natal. Comemorar o aniversário. Transar.
Cantar no chuveiro é delicioso. Ir a praia. Viajar pelo mundo.
Tirar 10 naquela prova impossível. Assistir filme no domingo a tarde.
Dormir ouvindo a garoa. Tudo isso é delicioso! Mas nada supera o prazer incondicional de amar. Amar e ser amado, todos os dias.
É complexo, mas é amor!

– gm

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