Dia após o outro.

Para ela era magia.
Magia essa que contaminava o peito dos casais.
Basearam seus momentos em promessas.

O sorriso dela era dele.
Pelo menos era o que ele dizia.

Trocavam palavras através do olhar.
O uso de som muitas vezes era desnecessário.
Exceto o som da respiração que se fazia bem-vindo em momentos carnais.

Se queriam.

O amor que eles sentiam tomava conta de tudo.
Desde as pontas dos pés aos fios de cabelo.

A princípio era tudo intenso.
Pele com pele.
Histórias compartilhadas.
Sonhos que se sonhavam juntos em busca de um futuro indefinido.

O relógio já não funcionava.
O tempo era leve, demorado.

Eis que o relógio voltou a bater.

O tempo se normalizou e o que era leve se tornou denso, rápido.
Sonhos se tornaram desejos.
Desejos não são necessidade.
Histórias viraram rotina.
E a rotina transformou-se em cansaço, desculpa.
Intensidade virou sinônimo de superficialidade.

O amor no fundo era paixão.
Paixão que se apagou em meio as discussões.

Não se queriam mais.

A escuta terminou.
Palavras rolavam soltas sem nexo.
Perdigotos perdidos em meio a falta de paciência.
Se viam, porém não se enxergavam.
O sorriso transformou-se em lágrima.
Suas promessas se tornaram dívidas que jamais seriam pagas.

E o que era mágico se tornou trágico.
Sem nenhum resquício de explicação.
Talvez destino.

-gm

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