Quem sou eu, afinal?

Mania interessante essa nossa de estarmos a todo o tempo querendo responder à pergunta “o que seremos um dia?”, sem antes nos darmos a chance de nos responder o que somos hoje.

Arrisco dizer que sou tudo.

Não a todo instante, não de uma só vez. Mas ainda assim posso me levar a ser de tudo um pouco nos momentos em que eu me permitir ser.

Sou sol, luz, aroma, ventania, chuva de verão.

Sou céu ao acordar e ao adormecer também.

Sou lua cheia, estrela cadente.

Sou bicho racional e irracional.

Sou águia que enxerga acima e bem distante.

Sou uma comédia romântica daquelas que se assiste num domingo a tarde debaixo da coberta.

Sou mar, mas de água doce, por incrível que pareça.

Sou energia, boas vibrações.

Sou parte da hipocrisia por querer mudar o mundo capitalista e seus valores, mas ainda assim utilizar daquilo que ele me dá. Diria que é um conforto que me desconforta.

Apesar dos 18 anos de vida, tenho idade indefinida, já que hora sou criança, hora jovem, hora adulta.

Sou banho quente em dias de frio intenso, água fria quando o corpo esquenta.

Sou binóculo, fotografias, memórias.

Doce… é, um belo chocolate todo santo dia!

Amizade, união.

Choro incessante, risada escandalosa.

Sonhos, nossa, quantos e quantos sonhos não sou?

Olhares, sorrisos, toque, beijos, abraços de urso.

Insegurança, preocupação, carência, medo, sou angústia, teimosia, ironia, dúvida, distração, a plena falta de atenção, sou drama.

E sou carinho, cuidado, pro-atividade, paz, inimiga número um do rancor.

Sou caridade, sou justiça.

Emoção desenfreada, tão incontrolável que chego a me desequilibrar quando a razão tem que ser muito considerada. As vezes paro e me pergunto o que mais importa, ter razão ou ser feliz? Nem sempre pensar e pensar traz felicidade incondicional. Apesar de que é claro que é impossível desconsiderar ao todo o pensamento estabilizado, o que nos é mais seguro. Só não deixa de ser válido seguir as emoções, se jogar, se arriscar, viver deixando que as vontades da própria vida nos guiem.

Sou família, sou felicidade e sou loucura, sou anti-tabus, títulos mal feitos impostos pela sociedade e anti-preconceito.

Sou ousadia, porém também sou timidez.

Sou festa, curtição, sou inúmeras viagens, churrasco com amigos, sou cama e travesseiro.

Sou strogonoff, comida japonesa, suco, guaraná e caipiroska de vez em quando.

Sou verdade, música, poesia, dança e teatro.

“Sexo antes, amor depois” como diria Rita Lee.

Amor… e quanto amor não sou? De amigo, de irmã, de filha, namorada, neta, sobrinha, de cidadã e futura mãe. Costumo dizer que não vivo nesse mundo para amar, amo para que nele eu possa viver.

Sou ainda muita coisa para descobrir, serei muita coisa, sou aprendiz.

Sou fé, crença, perdão, filha de Deus, mas não sei dizer se sou eu quem faço parte da sua arte ou se ele é quem inspira completamente a minha. Irônico é dizer que sou tantas coisas, mas ter que assumir que sem ele, nada sou.

-gm

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